29 abril 2013

Que dó...

Como há muito tempo não acontecie, Junior tá ultra gripado!

Eu não tinha dado a vacina da gripe e no dia que ia levar ele pra tomar a dita cuja, Junior amanheceu em estado febril e com o nariz super entupido. Preferi não levar, porque já tinha ouvido várias vezes as enfermeiras falarem que não pode aplicar vacina quando as crianças estão com febre.

Na sexta mesmo comecei a dar a medicação, um xarope ótimo que o pedi dele passou uma vez e tenho sempre na caixinha de remédio aqui de casa. Ai eu tola, pensei que no outro dia ele estaria melhor, mas quando foi ontem o muleque deu uma piorada. Eu estava na minha mãe e ele ficou naquela de querer colo toda hora, nenhuma posição tava boa, acho que ele tava sentindo mal estar.

 Quando cheguei em casa preparei um nebulização pra ele, ele tava entupido demaaaaaaiiis! Ele tão, mais tão que respira o dia inteiro pela boca, corta me coração ver ele assim. Mas, voltando... Quando ele viu o nebulizador ligado ficou com medo, tampou o rostinho com a mão. Mas como eu tenho o costume de explicar TUDO pra ele, falei que aquilo era pra ele melhorar, que a mamãe queria que ele ficasse bem, que não precisava ter medo. Coloquei ele no meu colo e em menos de 5 minutos ele se "rendeu"! Fez a nebulização direitinho, como um menino grande.

Na hora de dormir dei o xaropinho novamente e fiz outra nebulização. E graças a Deus meu bebê dormiu a noite inteira! O bom é que não tá afetando o apetite dele, come normalmente.

Mas é pacabá com qualquer mãe ver o filho amoadinho, respirando pela boca, enjoadinho... Eu quase choro, sem brincadeira! Outro fato que me chamou a atenção é que todo mundo liga, pelo menos uma vez por dia, pra saber dele. Eu fico feliz em saber que a família (dos 2 lados) se preocupa com o Junior, fico feliz em saber que meu filho é amado e querido. Tá ai, é assunto até pra um post...

26 abril 2013

Sobre os 2 aninhos...

Lembram que eu tinha comentado que faria uma festa de 2 anos? Pois é, eu desisti! Primeiro porque agora em hipótese alguma dá pra fazer festa, sem rodeios, não temos verba; segundo que eu pensei em levar ele pra se divertir, já que ele entende melhor as coisas.

Primeiro eu pensei em levar ele no zoológico, ele adoraria ver os bichinhos. Mas depois pensei bem e me dei conta que ele muito mal o que é um cachorro! E foi resolvido que levariamos ele ao parque de diversões, tem bastante opção de brinquedos e sei que ele vai amar. Pagaremos o passaporte e ele vai poder brincar em todos os brinquedos que quiser (e puder), quantas vezes sentir vontade!

Tenho certeza que vai ser o melhor presente que eu poderia dar! Sei que ele vai curtir, Junior adoooora se divertir. Eu iria até fazer um bolinho e tal, mas decidi que nem isso, vamos curtir eu, ele e papai e já está ótimo!


11 abril 2013

Da falta que sinto...

Eu participo de um grupo no face de mamães. Gosto muito de lá porque não tem esse lance de "você é 'menas' mãe e eu sou a blaster!". Quem quiser participar, eu super indico, é o Primíparas. Ai a Ju, mamãe blogueira como nós, levantou uma questão que eu nem tinha me dado conta: ter um tempo sozinha.

Eu nunca contei a falha que eu cometi quando engravidei. No relato do positivo eu não entrei nesse detalhe e vou contar pra vocês.

Me casei em maio, minha mestruação veio no dia do meu niver (que presentão #sqn). Daí, nesse mesmo dia falei pro marido, na época noivo, que "festinha" só na noite de núpcias. E nesse mesmo mês eu não tomei o AC. Como eu me casei no fim do mês, fiquei esperando a bendita descer pra voltar a tomar o remédio, e ai a coisa saiu de controle.

Eu nunca tive um ciclo regular, sempre foi de 30 a 32 dias. Ai dentro de periodo esperado ela veio, de manhã cedinho. porém era um borra de café bem escura e no fim do mesmo dia ela foi embora. Eu achei estranho, comecei a pensar que estava grávida. Mas mesmo assim, voltei a tomar o AC.

Terminada a cartela, eu fiz a pausa de 7 dias e... NADA! Pra não dizer nada, veio tipo saliva misturado com sangue, aquile rosa beeeeeeem clarinho. Fiz um teste de farmácia e um exame de sangue e ambos deram negativo. E eu estava sentido umas dores bem fortes pouco acima da pubis, pensei ser dor nos ovários. Com esses negativos conclui que eu estava com algum problema de saúde e simplismente PAREI de tomar o remédio. Dai a história continua com o positivo.

Quando descobri a gravidez eu tinha quase 5 meses de casada, umas dívidas do casamento pra pagar, tava numa fase conturbada de quase sem teto, necessitada de um emprego (que eu quase consegui se não fosse a gravidez). Resumindo, tava num momento muito ótimo da minha vida pra engravidar, sabe rs! Ai eu pergunto: gente, fala 'pá eu' aqui o que eu curti??

Financeiramente, o Junior pouco atrapalhou. Ou não sei lá!!! O único sonho que ficou atrasado e sabe-se lá quando vai ser possível é a casa, o carro conseguimos comprar um 'veinho' que tá quebrando a árvore inteira! Mas voltando... No quesito dindin, o Junior não atrapalha, mas na questão liberdade...

Se vamos pro mercado, fazemos compras correndo porque uma hora o muleque dá um ataque de micro adolescente e quer porque quer correr pelo mercado sem fim; se vamos ao shopping voltamos logo porque o pique de bater perna é piquititim. Em novembro, ousamos em ir ao cinema ver Amanhecer part. 2 (levanta a mão e comemora!), mas deixamos ele com minha sogra e assim que o filme acabou voltamos pra casa no mesmo pé! E é básicamente isso que acontece quando saimos sem ele, voltamos logo porque ficamos com aquele sentimento de "tô incomodando".

Sexo, até rola quando o guri deixa. Ou então a gente aproveita a soneca dele da tarde, e sabemos que soneca da tarde não é lá aqueles sonos demorados e profundos ai já viu a duração da "festa" né?! kkkk Mas, tá no famoso cai a quantidade e melhora a qualidade.

Mas eu sinto falta de ter os MEUS momentos. De poder fazer minhas unhas com calma, sem tirar uma peça de alcatra pro mês inteiro das cutículas. De poder ver tv. Gente, sem sacanagem, eu só vejo 2 duas novelas "O Profeta" (Vale a Pena Ver de Novo) e "A Usurpadora" (Vale a Pena Ver Direto rs) e SÓ. Qualquer outro programa ou vejo na madruga ou enquanto o muleque dorme.

Sinto falta de ir pro shopping de rua da cidade vizinha e poder olhar as vitrines, admirar a peça, pensar que um dia eu comprar a dita cuja. De comer mais porcarias sem me preocupar que o leite ou a fralda pode acabar e o dindin não ter sobrado. De jogar conversa fiada com a vizinha na calçada, sem me preocupar que tem um cotoco correndo pela rua e que um carro pode vir e passar por cima desse cotoco (perai que fui bater na madeira).

Isso tudo acabou desde o dia 11 de maior de 2011. Não que eu não ame meu filho, eu amo sim, não dá nem pra medir! Mas eu sinto falta, sou em ser de carne e osso. Ou você não sente falta de nada, hein??

05 abril 2013

Tenho agora ou deixo pra depois?

Outro dia eu tava conversando com a prima do meu esposo sobre a hora de ter filho. Ela, na época, tava tentando engravidar mais ainda tinha dúvidas se realmente queria, se realmente era o momento. Semanas depois ela descobriu que estava grávida de pouco menos de 1 mês.

Ai eu me deparei com uma questão que envolve muitas pessoas (homens e mulheres) nesse quesito. Muita gente quer terminar a faculdade, arrumar um emprego melhor, ter casa própria, viajar... Enfim, quer esperar, se preparar finaceiramente, se estabelecer, curtir mais a vida. Mas ai eu penso, se agente for esperar isso tudo acontecer, ou nunca teremos filhos ou teremos tardiamente.

Pensem comigo, se você compra uma casa ele é ótima por um tempo, depois você quer melhorar uma coisa aqui, outra ali, quer trocar os móveis, os eletrodomésticos. Se você tem um emprego, você quer trocar pelo que é melhor no seu ponto de vista, aquele que é o seu sonho. E eu pergunto: o que te impede de fazer tudo isso com seus filhos?

Olhem o meu exemplo. Depois de 4 anos de relacionamento, me casei. Com 5 meses de casada me vi grávida de 2 meses e sem ter planejado, morava numa favela, viviamos com pouco mais de um salário. Pensei: "Pronto, agora mesmo que eu não saio daqui!". Ai, marido meteu as caras e pediu pra ser mandado embora, a empresa que ele trabalhava pagava pouco, tinha poucos benefícios. Saiu da empresa, arrumou um "biscate" que não tinha nada a ver com o que ele gostava e pagava menos ainda. Depois arrumou um outro, que dava um pouco mais de garantia no quesito dinheiro. Mas mesmo pulando de galho em galho, ele procurava coisa melhor, tanto que não quis assinar a carteira por saber que era temporário.

Até que ele conseguiu entrar numa empresa de nome, que pagava bem, oferecia vários benefícios. O sonho dele era ser empregado nela! Ai sim mudamos de vida! Temos um pouco mais de conforto em casa, comemos melhor, passeamos mais, podemos dar o melhor (na nossa visão) pro Junior, ele tá fazendo faculdade, me apoia com meu trabalho, mudamos de casa e por último: conseguimos comprar nosso sonhado carrinho. Fala pra mim onde o Junior nos impediu de crescer??

Um filho te impede até onde você permitir. Desde que o Junior era pequeno eu sempre saí, só abria excessões em muito frio, muita chuva ou um sol escaldante! Mas fora isso, sempre vivemos a vida. O Junior só acrescentou e não subtraiu.

Muitos casais param a vida depois dos filhos. As mulheres não se esforçam nem pra cuidar de si próprias, imagina dar uma namorada com o marido. Não estou dizendo pra fazer por obrigação, mas agradar de vez em quando não custa, fora que depois a gente acaba entrando no embalo e curtindo rs. Homem é muito ligado em ter uma mulher que se cuide e em sexo. Por outro lado, os homens não entendem que cuidar de filho, casa, trabalhar e ter tempo e disposição pra eles é cansativo e exaustivo. Mas se o casal tiver cumplicidade, tudo isso é tirado de letra.

Um filho não nos tira nada, pelo contrário. Filho te dá motivos pra lutar, pra querer crescer, pra alcançar seus objetivos. Nunca me vi fazendo tantos planos como faço depois que o Junior nasceu e o Maicon vai no mesmo barco. O eu e ele virou nós, nada é planejado sem que o Junior esteja incluido.

Ai você vai dizer: "Mas Grauce, ser mãe não é mar de rosas." E não é mesmo! Ser mãe, em primeiro de tudo, é renuncia! Você abri mão de comprar aquele sapato dos sonhos, porque seu filho não tem aquele brinquedo que VOCÊ tanto quer dar. Você deixa de sair com as amigas, porque o tempo tá ruim pra sair com ele. Você e seu marido vão ter hora pra namorar, se é que vai dar tempo. O dinheiro dá uma encurtada, mas é tão gostoso comprar leite, farinha láctea, danoninho (eu gosto).

Você vai ter aquele dia de "onde eu tava com a cabeça, porque eu não me cuidei". Vai implorar pra alguém pegar a cria por uns minutos pra sua cabeça relaxar um pouco. Vai se desesperar porque ele vai chorar sem motivo algum. Vai gemer de dor porque seu peito vai rachar e você não vai conseguir negar o peito. Vai ter medo de cuidar do umbigo.

Somos humanos! Temos nervos a flor da pele! Você passar por isso não que dizer que você é uma mãe de merda, ou que você não ama seu filho.

Eu já chorei por não saber o que fazer quando o Junior não me obedecia. Já perdi as estribeiras e gritei com ele e ao ver ele chorar chorei mais que ele, porque ele não tem culpa da mãe estressada que tem. Mas aprendi a ser mãe.

Você não ama seu filho no primeiro olhar, você ama no dia a dia, nessas dificuldades que você passa e supera única e exclusivamente por esse sentimento que só vai crescendo no seu peito que vai chegar a doer de tão grande!


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